Quando Eu For Pequeno
Quando eu for pequeno, mãe,
quero ouvir de novo a tua voz
na campânula de som dos meus dias
inquietos, apressados, fustigados pelo medo.
Subirás comigo as ruas íngremes
com a certeza dócil de que só o empedrado
e o cansaço da subida
me entregarão ao sossego do sono.
Quando eu for pequeno, mãe,
os teus olhos voltarão a ver
nem que seja o fio do destino
desenhado por uma estrela cadente
no cetim azul das tardes
sobre a baía dos veleiros imaginados.
Quando eu for pequeno, mãe,
nenhum de nós falará da morte,
a não ser para confirmarmos
que ela só vem quando a chamamos
e que os animais fazem um círculo
para sabermos de antemão que vai chegar.
Quando eu for pequeno, mãe,
trarei as papoilas e os búzios
para a tua mesa de tricotar encontros,
e então ficaremos debaixo de um alpendre
a ouvir uma banda a tocar
enquanto o pai ao longe nos acena,
lenço branco na mão com as iniciais bordadas,
anunciando que vai voltar porque eu sou
[pequeno
e a orfandade até nos olhos deixa marcas.
José Jorge Letria, in "O Livro Branco da Melancolia"
“ Para que levar a vida tão a sério se ela é uma incansável batalha da qual jamais sairemos vivos ?!?!??!? “
ResponderEliminarBeijocas...
Luciana Ribeiro ;D
Já que a vida é uma incansável batalha...
ResponderEliminarDance !
Beije!
Relaxe!
Divirta-se!
E seja feliz!!!!
Beijocas...
Luciana Ribeiro :D
Lu, não é levar a vida tão sério!
ResponderEliminarMas de tudo a nossa vida é composta e só assim podemos com alegria "Viver" e dar o verdadeiro valor ao que somos e não ao que possuímos!
É verdade...
ResponderEliminarViemos do pó...
E ao pó retornaremos...
Não sei porque existe tanta soberba...
Não é mesmo???
Amo a simplicidade...
A educação aplica-se em qualquer lugar...
Etiqueta, soberba...pompa...sofisticação em exagero...não gosto...
Sempre digo...se eu fosse milionária...não mudaria meu jeito de ser...
É claro que gosto de passear, vestir-me bem...arrumar-me...mas sem exageros...
Se eu não estiver enganada...
Acho que somos parecidas...
Neste aspecto...rsrs...
Beijocas...
Luciana Ribeiro