Quando Eu For Pequeno
Quando eu for pequeno, mãe,
quero ouvir de novo a tua voz
na campânula de som dos meus dias
inquietos, apressados, fustigados pelo medo.
Subirás comigo as ruas íngremes
com a certeza dócil de que só o empedrado
e o cansaço da subida
me entregarão ao sossego do sono.
Quando eu for pequeno, mãe,
os teus olhos voltarão a ver
nem que seja o fio do destino
desenhado por uma estrela cadente
no cetim azul das tardes
sobre a baía dos veleiros imaginados.
Quando eu for pequeno, mãe,
nenhum de nós falará da morte,
a não ser para confirmarmos
que ela só vem quando a chamamos
e que os animais fazem um círculo
para sabermos de antemão que vai chegar.
Quando eu for pequeno, mãe,
trarei as papoilas e os búzios
para a tua mesa de tricotar encontros,
e então ficaremos debaixo de um alpendre
a ouvir uma banda a tocar
enquanto o pai ao longe nos acena,
lenço branco na mão com as iniciais bordadas,
anunciando que vai voltar porque eu sou
[pequeno
e a orfandade até nos olhos deixa marcas.
José Jorge Letria, in "O Livro Branco da Melancolia"
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Relembrando as aulas de equitação na Coudelaria
LINDO!!!
Ao ver este vídeo relembrei as aulas de equitação!
Uma das oportunidades que tive, mas, por motivos de saúde o meu pai não autorizou.
Era a sua menina, tinha sido operada,algo podia acontecer.
Assistia e como era divertido...!
Consegui ultrapassar e divertia-me imenso, lembro as cenas que fazia quando chegava ao Colégio depois de assistir às aulas(na Coudelaria) e tentava imitar as instruções, utilizando um "cavalete de madeira" e com a capa , fazia os meus passes.
Um dia, depois de uma aula, cheguei ao recreio e mais uma vez a cena repetiu-se, os risos e aplausos, eram tantos, que me incentivavam a continuar e continuar quase até à exaustão.
De repente, exausta sigo os olhares de algumas colegas e aí sim caí, não do "cavalete" mas redonda no chão.
No varandim do recreio, assistiam, A Srª. D. Fernanda(Directora) a menina Antónia, a menina Terezinha e o nosso "professor" Xico João.
Percebi então o entusiasmo dos aplausos e os risos tão incontidos pelos assistentes.
Fiquei sem cor, mas acto imediato , levantei-me e numa solene vénia, dirigi-me ao varandim agradecendo.
Então, a risota foi colectiva e de tal modo hilariante, que por momentos vivi o sonho de ter sido, não uma mera "amazona", mas sim uma vedeta de teatro circense.
Esta é apenas uma das muitas brincadeiras"Loucas" que nos recreios do colégio vivi!
(Sei que não será correcto, mas tudo que escrevo aqui é sem rascunho ou correcção, saí apenas...e segue com o coração e o pensamento)
Ao ver este vídeo relembrei as aulas de equitação!
Uma das oportunidades que tive, mas, por motivos de saúde o meu pai não autorizou.
Era a sua menina, tinha sido operada,algo podia acontecer.
Assistia e como era divertido...!
Consegui ultrapassar e divertia-me imenso, lembro as cenas que fazia quando chegava ao Colégio depois de assistir às aulas(na Coudelaria) e tentava imitar as instruções, utilizando um "cavalete de madeira" e com a capa , fazia os meus passes.
Um dia, depois de uma aula, cheguei ao recreio e mais uma vez a cena repetiu-se, os risos e aplausos, eram tantos, que me incentivavam a continuar e continuar quase até à exaustão.
De repente, exausta sigo os olhares de algumas colegas e aí sim caí, não do "cavalete" mas redonda no chão.
No varandim do recreio, assistiam, A Srª. D. Fernanda(Directora) a menina Antónia, a menina Terezinha e o nosso "professor" Xico João.
Percebi então o entusiasmo dos aplausos e os risos tão incontidos pelos assistentes.
Fiquei sem cor, mas acto imediato , levantei-me e numa solene vénia, dirigi-me ao varandim agradecendo.
Então, a risota foi colectiva e de tal modo hilariante, que por momentos vivi o sonho de ter sido, não uma mera "amazona", mas sim uma vedeta de teatro circense.
Esta é apenas uma das muitas brincadeiras"Loucas" que nos recreios do colégio vivi!
(Sei que não será correcto, mas tudo que escrevo aqui é sem rascunho ou correcção, saí apenas...e segue com o coração e o pensamento)
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Lá ao longe... a minha aldeia!
A minha aldeia , não sei
se é ou não a mais bela
Talvez por ter nascido lá
sinto imensa ternura por ela
Lá ao longe , bem ao longe
Mas tão pertinho de mim
Sinto o seu encanto
com uma ternura sem fim
Gentes boas ou nem por isso
Não fazem dela o seu retrato
Não precisa de moldura
Sua beleza é um facto
terça-feira, 26 de abril de 2011
Páscoa!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Loucos e Santos - Oscar Wilde
É assim que gosto de ter amigos!
Loucos , santos , sérios , bobeiros, crianças, velhos... todos aqueles que me aceitam com todas as minhas "loucuras"
Fiquei, emocionada e perplexa ao ter encontrado este vídeo!
Dedico-os a todos os meus Amigos!
Loucos , santos , sérios , bobeiros, crianças, velhos... todos aqueles que me aceitam com todas as minhas "loucuras"
Fiquei, emocionada e perplexa ao ter encontrado este vídeo!
Dedico-os a todos os meus Amigos!
quinta-feira, 7 de abril de 2011
ENFERMA....
Num leito todo branco
Alta madrugada
A febre dominava e o sono não vinha
Algumas lágrimas sulcavam -me
o rosto
Não pela febre , nem pelo sono que não vinha
Era aquela voz
Enferma
Remexi-me na minha cama
Toda tão branca e fria que eu tremia
Que noite tão longa e o Sol não mais vinha
E eu...chorei, chorei pensando em ti
E quando despertei, enfim verifiquei
Adormeci
Como sonâmbula, perguntei
Que mãos caridosas me serviram de tão suave almofada ?
Então despertei e beijei aquelas mãos
Eram as tuas e aquela voz
Enferma
Soou mais uma vez
E então sim , chorei, porque enferma não é para ti
As tuas mãos cansar-se-ão, das noites de febre
Seremos dois num só
O Leito branco não será tão frio
As mãos estarão unidas
Mas dentro de ti haverá vazio!
Num leito todo branco
Alta madrugada
A febre dominava e o sono não vinha
Algumas lágrimas sulcavam -me
o rosto
Não pela febre , nem pelo sono que não vinha
Era aquela voz
Enferma
Remexi-me na minha cama
Toda tão branca e fria que eu tremia
Que noite tão longa e o Sol não mais vinha
E eu...chorei, chorei pensando em ti
E quando despertei, enfim verifiquei
Adormeci
Como sonâmbula, perguntei
Que mãos caridosas me serviram de tão suave almofada ?
Então despertei e beijei aquelas mãos
Eram as tuas e aquela voz
Enferma
Soou mais uma vez
E então sim , chorei, porque enferma não é para ti
As tuas mãos cansar-se-ão, das noites de febre
Seremos dois num só
O Leito branco não será tão frio
As mãos estarão unidas
Mas dentro de ti haverá vazio!
Bitudes 8-11-73
quarta-feira, 6 de abril de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
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