sábado, 25 de janeiro de 2014

Bom fim de tarde amigos.
Hoje quero partilhar convosco uma história que creio relatar bem o (des)conhecimento da nossa doença e como de certo modo, só a sentimos quando bate à porta de cada um e como também conseguimos dar a volta quando as "benditas" dores nos dão uma pequena e fugaz folga.
Sou uma pessoa de 60 anos, extrovertida, um pouco louca(...) como digo e assumo, gosto de brincar e apesar de brindada por tão "deliciosa"doença, sou muito vaidosa e...até uso dois furinhos a mais nas orelhas, enfim formas de estar...
Pois bem, descrita um pouco a minha forma de "estar"imagina-se que ainda mais tenho de ouvir as pessoas : olha está doente mas tem sempre vontade de se arranjar, se estivesse doente não brincava assim, ah! diz que não pode estender roupa, nem isto e aquilo etc...etc...conversa, conversa...aquilo são tudo coisas da cabeça dela, ora, ora, se estivesse doente como diz nem saía da cama...
Todos nós aqui, sabemos de cor e salteado estas observações tão dolorosas quanto as nossas dores.
Um destes dias desta semana, encontrei um amigo, com mais uns 15 anos que eu (mais + ou - )e conversa, daqui , conversa dali...as idades, o tempo, as artroses, os filhos, e...diz-me ele com lágrimas nos olhos, pois o pior de tudo ainda é a minha filha, tão nova 45 anos e tão doente, tu tens sido doente, mas a minha filha coitada dela se não fosse o marido, não sei, não sei...
Respondi-lhe, pois há doenças que não escolhem idades...
Diz-me com os olhos ainda mais lacrimantes, a minha filha tem aquela doença que dá muitas dores, tem sempre dores é uma coisa horrível... tem fibromialgia...
Oh! parente como eu sei o que isso é...
Mas tu também tens isso?
Eu...sorri e respondi-lhe:
Olhe como peso 99 kg, ainda tenho direito a mais qualquer coisa e sempre são 99kg de carne a doer...
Sorriu-se e eu disse-lhe que se a filha tivesse facebook, poderia juntar-se a este grupo, sempre se encontraria menos só, mas com as mesmas dores.
Pois é...a dor dos outros é sempre maior que a nossa, afinal por vezes e como digo a brincar a diferença está no
Gosto ·  · há 3 horas peso...
É mais é ou menos carne a doer.
Boa Tarde amigos (as) da fibromialgia.
Se a a nossa doença é altamente incapacitante e dolorosa, não menos é a intolerância de quem nos rodeia.
As pessoas ainda olham para nós, como seres "preguiçosos" e doentes psicológicos.
No meu caso para além da fibromialgia, ainda tenho uma doença auto imune e outras de foro degenerativo, documentadas por exames e análises.
A falta de respeito para com estas doenças, causa-nos tanto ou mais sofrimento do que as dores e incapacidade, que diariamente temos de enfrentar.
O problema reside, penso eu...na enorme força de vontade em querer agarrar tudo o que não pudemos fazer.
Não se esqueçam, somos pessoas de "fibra" temos aquilo que a muitos falta, a vontade enorme de estar bem, quando e tão raramente a nossa dor crónica nos alivia.
Atenção: " As pessoas não tem dores porque estão deprimidas, as pessoas estão deprimidas porque tem dores".
E nós, nós... bem o sabemos.
Força para todos.
Beijinho de uma "falsa acomodada" fibromiálgica.
Gosto ·  · 15/1 às 19:33